sábado, 6 de junho de 2020

Mais um sábado sem os Mestres

"Quem não sonhou em ser um jogador de futebol?"
É uma partida de futebol (Skank, Nando Reis / Samuel Rosa)







Então, mais um sábado sem o futebol dos Mestres, no meu particular caso que havia viajado a trabalho uns dias antes deste forçado recesso pelo Corona vírus, estou então completando mais de três meses sem jogar aquele futebol com os amigos.

Sabemos que o momento, um dos piores de nossa história recente, com centenas de milhares de mortes pelo mundo, requer de nós o foco de cuidarmos-nos e de cuidarmos dos que nos cercam, compreendendo que ficar em casa, quando possível, é o melhor "remédio" para esta doença.

Ainda assim, enquanto mexia na minha gaveta de roupas, deparei-me com meu colete da turma e foi automático relembrar do campo, dos jogos e dos amigos. E, claro, sentir falta de cada um.

Sente-se falta de tudo, razão pela qual permiti escrever este texto, sem nenhuma pretensão em ser um exímio artigo, mas apenas para homenagear a Turma dos Mestres e TODOS os seus integrantes, de hoje, de ontem e que estarão de volta, amanhã. Sim, porque quando possível for, lá estaremos novamente.

Mas, centrando-me no propósito deste recado, permiti fazer uma LISTA do que, acredito, estamos sentindo falta. Eis aqui, alguns exemplos e, ao término, espero seu comentário com o seu pitaco.

Na preleção:
De quem organiza, tão bem, que consegue economizar para pagar os custos da pescaria...
De quem quer pagar com uma nota de cem reais, uma conta de 10, no início, apenas para não pagar...
De quem não quer pagar, porque vive no 0800...
De quem, por coincidência, falta no dia de pagar a mensalidade...
De quem já espera um recado no grupo de Whatas, de que é o dia de pagar...
De quem fica escondido lá fora, para chegar junto a outro alguém e, com isso, jogarem juntos...
De quem chega e vai tomar uma cerveja, fumar um cigarro e preparar corpo e mente para jogar melhor...
De quem chega para resenha, fica na resenha e não joga, aguardando voltar para resenha...
De quem chega atrasado, com o som do carro no modão, para chamar a atenção. Sentindo-se uma celebridade. (E quem disse que não é?)
De quem provoca sobre política, porque seu ponto de vista é o melhor, mais embasado, mais profundo, mais... iludido...
De quem acha que elegemos um Mito...
De quem acredita que futebol profissional é coisa séria... e quer discutir isso como se estivesse falando de algo que valha a pena...
De quem só ouve... só ouve... e só ouve. (Inteligente e silencioso)...
De quem briga pelos times que foram montados, sempre acreditando prejudicado, reclamando da lista, da planilha, da sequencia...
Dos que aproveitam para consultar com o nosso médico, o nosso fisioterapeuta, o nosso gestor financeiro, o nosso advogado, o nosso contador, o colega empresário, o construtor, o arquiteto... Tudo isso de graça, claro.

E durante o jogo:
De quem tem certeza ser profissional, só está no lugar errado, na hora errada, para o jogo certo...
De quem não perde uma bola sem caçar o colega para dar uma cutucada. Se pegar, pegou...
De quem chora o tempo todo porque não tem amigos, mas sabe que tem, sabe que somos...
De que não erra nunca, se ganhar ele é o cara. Se perder o time é ruim, a zaga é fraca e o goleiro um fiasco...
De quem jura que é centroavante matador mas, não raro, mata os colegas por tantos gols perdidos...
De quem começa jurando que vai jogar na zaga e, segundos depois, está jurando que sabe fazer gol. E a zaga que se lasque..
De quem joga no gol e na sombra... e, se quiserem, porque eu e a sombra, somos um!
De quem quer dar voleio em todas as bolas, até no aquecimento... e toma bronca do sobrinho... 
De quem só toca a bola se for para o tio... aff.
De quem corre, corre, corre e... só isso, só corre...
De quem está (ou estava) com uns 150 quilos antes da pandemia e olha para a bola como quem diz: “já fui bom nisso!”
De quem tem olhos de lince, consegue ver uma falta ou uma bola que saiu, às 19 horas, no outro lado do campo tão bem iluminado...
De quem reclama de tudo, de todos, de si mesmo... 
De quem xinga, ameaça, jura que vai “pegar lá fora...”
De quem tem certeza de que deveria estar jogando no Barcelona, mas está na Turma dos Mestres... (E isso já é um grande lucro!)
De quem dá uma bela caneta...
De quem toma uma bela caneta...
De quem ri de si mesmo. 


Enfim, foi preciso esta longa ausência para alguns de nós percebermos o óbvio. Que o que menos fazemos no futebol, talvez seja jogar. Isso porque lá estamos para nos divertirmos, aliviarmos a tensão da semana, do mês, da vida, sorrirmos um pouco, reclamarmos um tanto mais, vermos e revermos os amigos, fazermos outros, entendermos a nós mesmos e reclamarmos também.

Não, não sou um jogador, não sou bom de bola, não sou tão calmo e amigo quanto eu gostaria de ser. Envelheci, o corpo já não acompanha a mente e esta, a mente, nunca foi lá grande coisa. Ainda assim, sinto falta de todos ali, de tudo que representa este encontro sábado à tarde. E, neste particular, fazer parte da Turma dos Mestres, muito me orgulha.

Por isso, e não só por isso, espero que voltemos logo a nos ver. E, quando isso ocorrer, que tenhamos mais calma para aproveitar o momento como se fosse o último, pois que o que estamos vendo agora, é que talvez ele seja.

Por hora, resta cuidarmos de nós e dos outros, ficarmos em casa e esperarmos por dias melhores, vencendo este momento difícil de quarentena pelo COVID19.


E você, do quê você sente falta?



terça-feira, 24 de março de 2020

Sua excelência, o Presidente Falador.

"Pense, respire, fale. - quão poucos PENSAM!"

24 de março de 2020. Estamos vivendo a tensão da espera do que virá em relação ao Corona Vírus, o Covid-19.

O Mundo está lidando com esta grave crise de saúde pública, já classificada pela OMS - Organização Mundial de Saúde como uma PANDEMIA.

Então, neste cenário, o nosso ilustre presidente da República Federativa do Brasil, Sr. Jair Messias Bolsonaro, em cadeia de rádio e televisão resolve falar à nação para, digamos, acalmar o povo.

Antes houvesse calado-se, como bem disse o rei Juan Carlos de Espanha ao então presidente Venezuelano Hugo Chávez, durante a XVII Conferência Ibero-Americana, realizada na cidade de Santiago do Chile, no final de 2007.

¿Por qué no te callas?

Antes que comecem a me chamar de esquerdista ou direitista ou centrista ou qualquer adjetivo de quem, na falta de argumentos, prefere lançar mão de qualquer frase feita, é importante dizer que VOTEI no Bolsonaro para presidente. 

Quero o melhor para o meu país e para todos nós que nele vivemos! Votei no Bolsonaro, SIM, como já havia votado em Dilma e Lula, não pelos partidos ou ideologia, mas por pensar ser, naquele momento, pelas propostas que apresentaram e pelos outros candidatos, as melhores alternativas.

Por isso, embora não esteja nada feliz com este presidente - mas nada mesmo - continuo torcendo pelo sucesso da sua gestão e que, para isso, ele aprenda a falar menos e agir mais, ouvindo os que são especialistas em suas áreas, neste particular, o seu até agora centrado Ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta.

Mas aí, quando parece que ele está indo razoavelmente bem (na gestão da crise especificamente), me vem um discurso totalmente equivocado deste. 

Contrariando tudo o que especialistas e autoridades sanitárias do país e do mundo inteiro vêm pregando como forma de evitar que o novo coronavírus se espalhe, ele diz:
"O vírus chegou, está sendo enfrentado por nós e brevemente passará. Nossa vida tem que continuar. Os empregos devem ser mantidos. O sustento das famílias deve ser preservado. Devemos sim voltar à normalidade. Algumas poucas autoridades estaduais e municipais devem abandonar o conceito de terra arrasada, a proibição de transportes, o fechamento de comércios e o confinamento em massa. O que se passa no mundo tem mostrado que o grupo de risco é o das pessoas acima dos 60 anos. Por que fechar escolas?"
Será que ele tem a fórmula da cura e ninguém mais no mundo, onde milhares de vidas estão sendo ceifadas, não a tem? 

Ou apenas foi uma verborragia solta, sem pensar mesmo? Ou até pensa que pensou, mas resolveu contrariar os próprios auxiliares do seu governo?

Honestamente não sei a resposta, mas posso fazer algo sobre este meu candidato eleito: Pedir-lhes perdão, pois votei nele e rogar que, contrariando-o, FIQUEM EM CASA. 


segunda-feira, 2 de abril de 2018

As Vendas e o Ovo de Colombo

Você conhece a famosa história sobre o “Ovo de Colombo”?


Aos que não a conhecem, resumidamente trata-se de uma narrativa metafórica que conta sobre a descoberta das Índias pelo navegador italiano Cristóvão Colombo.



Foto: João Paulo, Big John, Pacto.
Em 1942 Cristóvão Colombo, navegador italiano, recebeu o apoio do Rei e Rainha da Espanha para fazer uma viagem pelo Oceano Atlântico, tentando chegar ao Continente Asiático. Partiu do Porto de Palos, Espanha e, em 12 de outubro do mesmo ano, aportou na Ilha de San Salvador (Bahamas), pensando ter alcançado as Índias.

De volta à Espanha, o navegador passou a ser admirado por muitos e invejado e criticado por outros que alegavam ter sido tal feito algo muito simples de realizar. Bastava que qualquer outro navegador tivesse percorrido ao acaso aquele caminho e descobriria o Novo Mundo. Não precisava ser nenhum gênio para fazer isso.

Ao participar de um banquete organizado pelo Cardeal Mendoza, Colombo foi questionado sobre a descoberta das novas terras e perguntado sobre a possibilidade de outro ser capaz de fazer o mesmo se ele não o tivesse feito.

Colombo então pediu a atenção de todos os presentes, apresentou um ovo e propôs que alguém colocasse o mesmo em pé… muitos tentaram, mas ninguém conseguiu encontrar uma solução para equilibrá-lo.

Cristóvão Colombo tomou então o ovo, bateu delicadamente uma das extremidades contra a mesa deixando a casca achatada e colocou assim o ovo em equilíbrio, de pé. Vendo isso todos alegaram que essa solução era fácil e simples demais e qualquer um poderia fazer o mesmo.

– Assim foi com a descoberta do Novo Mundo, retrucou Colombo. Todos poderiam ter feito o mesmo, se antes tivessem tido a ideia e a capacidade de colocá-la em prática! [1]
Segundo consta, este episódio não aconteceu com Colombo, mas sim com o arquiteto e também italiano, Filippo Brunelleschi (1377-1446), autor da cúpula da catedral de Florença que, quando questionado por outros arquitetos sobre a impossibilidade de fazer a grandiosa obra, inspirada no Panteão Romano, redarguiu com a já dita proposta do Ovo em Pé.

Em resumo a história, aparentemente, não aconteceu com Colombo, mas contado por ele ou por seus contemporâneos, ganhou força como sendo de sua autoria e chegou aos dias de hoje como "O Ovo de Colombo!"

Bom! E o que isso tem a ver com as metas do comercial?

Foto: João Paulo, Big John, Pacto.

Os resultados das vendas, ou seja, as metas batidas são sempre, como o próprio nome diz, RESULTADOS, mas não de uma liderança específica, nem somente de um departamento e sim de uma coletividade que, dentro de um contexto, através de processos bem estabelecidos, motivação, resiliência e muita obstinação, superam-se para alcançar os números desejados, primeiro por eles mesmos, sem o qual não os alcançariam, depois pela empresa.

Em relação ao departamento comercial, especificamente, esta premissa é ainda mais verdadeira.

Os números são alcançados porque primeiramente as pessoas que compõem o time, acreditam que são capazes e que a Meta é possível. Depois, claro, outros fatores podem ajudar com este objetivo, um deles, a liderança.

Aliás, sobre este departamento, cuja gestão há pouco mais de um ano assumi, cabem algumas considerações sobre as mudanças que implementamos e os resultados que estamos tendo, como o de março, um Marco Histórico na Pacto.

Aqui estamos como timoneiros, fazendo pequenos ajustes no curso da nossa Nau, preservando a embarcação.

Neste pouco mais de um ano, trocamos quase toda tripulação, sendo que alguns pediram para deixar-nos, não concordando com os rumos da mesma  ou vendo no mercado possibilidades melhores do que aqui teriam – algo absolutamente normal, outros não adaptaram-se ao que queríamos, sendo então de nossa decisão trocá-los e, além disso, gente nova, para novos processos, vieram compor nossa tripulação, já que as metas eram cada vez mais ousadas e precisaríamos de “gente nova no barco”.

Claro que ao longo do processo, nada simples como escrever estas mal traçadas linhas, muitos “piratas” surgiram querendo afundar e saquear a embarcação. Alguns, arvorando-se como os “sábios”, julgando-se detentores de longa experiência, não pararam para pensar que o que aprenderam no passado, ou o que deram-lhe resultados até então, não seriam suficientes para os novos mares a serem navegados a partir de agora.

Felizmente outros tantos somaram-se à embarcação, dos diretores aos vários departamentos e pessoas da empresa, juntos, trabalhando em prol dos resultados que temos hoje.

E os resultados são incontestáveis: nunca chegamos aos números de vendas deste momento. Nunca vendemos tanto em nossa história! Em relação a 2016 mais que dobramos os resultados e, neste março de 2018, chegamos perto do triplo da média de vendas de 2016, ao mês, chegando às incríveis 50 (cinquenta) novas contas.

"Eu disse 50 - cinquenta - contas novas!"

Não é vaidade de um ou de outro, não é querer confetes, nada disso. Trata-se de uma evidência de um resultado acima da média.

E tudo isso tem uma explicação, talvez mais que outras: temos um time trabalhando juntos com os mesmos objetivos. Todos com o que podemos chamar de sangue nos olhos, todos com muita vontade e uma inconfundível paixão por vendas!

Foto: João Paulo, Big John, Pacto.
Claro que ainda vão surgir quem diga que "colocar o ovo em pé" é simples. São as mesmas pessoas que não tentaram nada, até ver como se faz e, ainda assim, ouso dizer que mesmo sabendo como fazer, poucos vão conseguir "copiar" e fazer. Porque mais que técnica para se vender é preciso paixão e um pouco de loucura, para ter sucesso em vendas.

Aqui sim, estamos construindo uma Máquina de Vendas! E esta máquina, pretende-se, irá navegar por mares nunca antes navegados.

Alguém duvida?

Paulo de Tarso F Castro.
Gerente Comercial Nacional - Pacto Soluções
Goiânia - GO - Brasil



sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

2017, que ano maravilhoso!

Em vendas você é tão bom quanto o seu último resultado.

Então permita-me, neste momento, apenas comemorar nosso último resultado!


Estaria mentindo se dissesse que o ano começou com boas expectativas. Claro que não! Se o fizesse seria taxado de insano, face ao que estava acontecendo em nosso país em fins de 2016, antevendo um ano muito difícil moral e economicamente neste 2017.
Some-se a isso meu particular momento, quando eu estava na ressaca moral de uma enorme frustração em função do meu desafio anterior, empresa na qual eu tinha apostado todas as fichas e, infelizmente, na roda da vida, perdido a aposta.
Ok, vamos lá! Como escrevi no meu perfil em uma rede social, "É preciso ir, sobretudo, em frente!" E foi assim, com este espírito aguerrido que comecei este 2017.
Só quem conhece as minhas dores poderá julgar a qualidade do remédio que ouso tomar, a quantidade e quando.
Tomei a iniciativa, redobrei os cuidados, cerquei-me ainda mais de gente a fim de fazer a diferença e, neste dezembro, não poderia estar fechando um ciclo de maneira mais positiva. FIZEMOS, ACONTECEMOS E VENDEMOS COMO NUNCA ANTES NA HISTÓRIA DESTA EMPRESA.
Neste 2017 ampliamos nossa carteira de clientes em quase 20% e crescemos próximo a 230% em VENDAS.

Nossa equipe sofreu uma pontual e necessária reformulação, efeito natural em processos do gênero, mesmo considerando que os "jogadores" que estavam até então, eram tão bons quanto os que temos hoje, mas com a mudança do técnico, muda-se a forma de jogar e, muitos dos que viram nisso uma oportunidade para sair, fizeram esta transição por suas iniciativas e, felizmente, estão muito bem agora, sob nova bandeira.
Isto posto, claro, restou uma importante lição deste 2017:

“Não se perde um jogo de véspera! É preciso entrar em campo e jogar cada minuto como se fosse o último, em uma simbiose entre jogadores e treinador, administrando as vaidades e compreendendo que jogamos todos por um só time, todos por um só resultado.”

Então, por isso e talvez não só por isso, tivemos um 2017 maravilhoso, como está no título deste post.
É claro que as mudanças de componentes no time continuarão a existir, algo natural e bom para a empresa, para o nosso departamento e tudo mais que nos cerca. Talvez um ou outro de nós não estejamos aqui ao fim de 2018, mas é certo que quem estiver estará comemorando um 2018 maravilhoso e saberá, sempre, que deixou sua contribuição.
Isso porque, saliente-se, o resultado nunca será de uma individualidade de um departamento ou de uma pessoa. Será sempre o reflexo de um trabalho coletivo, de todas as áreas e departamentos, toda sua diretoria e cada um dos seus membros. Resultado dos que estão aqui hoje e dos que estiveram antes de nós.
Um Feliz 2018 está começando agora! E eu não lhe desejo isso, não somente, mas convido-o a construí-lo, dia-a-dia, como fizemos em 2017, sem desistir um único minuto.
Bora lá, porque aqui... bom, AQUI É COMERCIAL!
#aquiehcomercialPACTO #PactoSolucoes #thesalesteamPACTO

Paulo de Tarso,
Gerente Nacional Comercial, Pacto Soluções.

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Não fazemos trocas. Nem queremos clientes!

Hoje é terça-feira, dia da nossa conversa sobre ATENDIMENTO AOS CLIENTES, este ser tão desejado e, quase sempre, tão mal atendido por nossas empresas.

E, nesta época de fim de um ano, início de outro, lidamos com as tradicionais trocas de presentes que, em muitos casos, viram trocas das trocas, uma vez que o presente adquirido não nos sirva por quaisquer que sejam as razões.

Aí, quando vamos até a loja onde nosso gentil amigo ou familiar adquiriu o presente, para trocá-lo, nos deparamos com a convidativa frase cuja parte está no título do nosso artigo: NÃO FAZEMOS TROCAS!

Algumas delas vem com complementos diversos, tais como: “aos sábados”; “se não houver defeito”; “exceto por outra do mesmo modelo, tamanho e preço”, etc.

Isso quando não ocorre que, embora façam trocas, exigem tantas informações e criam tantas dificuldades que, honestamente, saem-se piores do que aqueles que simplesmente dizem não trocar.

A bem da verdade, após o esforço que todo comerciante, empresário ou prestador de serviços tem para sensibilizar o cliente e fazê-lo dirigirem-se até sua loja, lembrando sempre que este esforço são normalmente altos investimentos em marketing, a um custo quase sempre elevado, nós MANDAMOS ESTE CLIENTE EMBORA, por uma burocracia burra e pelo despreparo que temos para atender bem e fazer o potencial cliente tornar-se, ele mesmo, um novo cliente.

Lembre-se, nem sempre que vem para a troca é o cliente que adquiriu o produto ou serviço e que, se a equipe estiver bem treinada e a empresa abrir mão desta burocracia pouco inteligente, pode-se ter um novo cliente que, talvez até não compre nada na hora para complementar o produto passível de troca, mas sairá de lá com as melhores impressões da empresa e não hesitará em voltar para comprar, quando algo precisar, isso sem falar na famosa indicação, o marketing boca-boca.

Como indicar uma empresa que, ao ter o cliente em sua porta, não o atende, dizendo que não procederá a troca?

Em alguns casos pode-se dizer que não é legal, ou seja, que o empresário tem o direito de não trocar, por exemplo, quando o produto não apresenta defeitos de fabricação. Sim, isso é um fato, mas não é aqui uma questão do Direito e sim das boas práticas de encantamento e atendimento ao cliente que, se bem aplicadas, perpetuará nosso negócio.

Por isso, da próxima vez que puder, mude suas placas para: “FAZEMOS TROCAS! E com sorrisos sinceros, atendimento excelente e o desejo de que você, cliente, possa voltar, SEMPRE!”

Pense nisso!

Abraços e até o próximo bate-papo.


Paulo de Tarso F Castro


Nota: este artigo poderá ser publicado em jornais, revistas e outros veículos, sem autorização específica do autor, desde que mantido integralmente, com a respectiva citação da fonte.


terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Seja bem vindo! Tem certeza?

Clientes podem demitir todos de uma empresa, do alto executivo para baixo,simplesmente gastando seu dinheiro em algum outro lugar. - Sam Walton - Grupo WalMart

Ontem fui almoçar em um fast food no shopping próximo ao local onde trabalho, no Jardim Goiás, em Goiânia.

Para minha surpresa, em plena segunda-feira pós natal, o shopping estava cheio, pessoas andando, comprando e consumindo, com filas inclusive na loja para a qual me dirigi.

Enquanto aguardava na fila, apareceu um jovem funcionário da loja, altamente solícito realizando uma PRÉ-VENDA!


Como manda os padrões de etiqueta e bom atendimento, cumprimentou-me educadamente, sempre com um sorriso, falando-me dos pratos disponíveis e das razões pelas quais eu deveria escolher uma SABOROSA picanha que, aliás, declinei rapidamente, uma vez que não seria aquele o prato que mais me agradaria.

“Sem problemas!”, disse ele, aprovando a minha escolha e já solicitando ao cozinheiro que fosse preparando o prato por mim escolhido, indicando-me o caixa, não sem antes “avisar” a atendente que aquele cliente especial já havia escolhido sua opção e estava apenas aguardando-a para registrar a compra.

Fui bem atendido pela senhorita, fiquei satisfeito com minha escolha e saí de lá também feliz com todo o processo de atendimento, além de ter pensado enquanto almoçava neste texto que gostaria de escrever, e agora o faço. Afinal, bons exemplos devem ser compartilhados.

Ocorre que na correria do dia a dia, acabei não registrando em texto a impressão e hoje, em um rápido passeio pelas redes sociais, vi 3 amigos próximos reclamando de 3 lojas de departamentos aqui em Goiânia, todas elas de atuação nacional. E na hora me cobrei por este depoimento, quando poderia falar exatamente de uma boa história.

Claro que a loja que causou-me uma boa impressão tem seus cases de insucesso pelo Brasil e até mesmo fora dele, claro que um ou outro poderá comentar este texto compartilhando suas frustrações (e alegrias. Espero que façam).

Mas o registro é daquele momento, naquela loja e por aquele time. E sim, nestas particulares circunstâncias, foram uma referência de sucesso no bem atender.

Fiquei imaginando o quanto as empresas investem em treinamentos, quando investem, e não obtém resultados, como esta loja conseguiu.

Quantas empresas analisam as razões pelas quais não estão conseguindo atrair, atender e manter os clientes?

Trabalho com treinamentos de atendimento a clientes há anos, e sempre vejo o empresário enxergar os custos de um treinamento, nunca (ou quase) os resultados que estes podem proporcionar-lhes.

Um bom treinamento pode não ser o único indicativo de um bom resultado, uma vez que questões de personalidade também devem ser consideradas, mas é sem dúvidas um excelente meio de MEDIR se vale a pena continuar treinando ou se o melhor caminho é desligar o profissional, antes que este cause estragos em nossa empresa.

Vejam só, se aquele jovem foi treinado para fazer o que fez e se qualquer outra pessoa na “linha de montagem”, também treinados para executarem suas partes, houvesse falhado, todo o processo falharia.

Ele fez uma excelente pré-venda com seu atendimento diferenciado. Mas qualquer uma das partes poderia comprometer o processo e a imagem do todo. Assim, um erro de um colaborador comprometeria todo o time, comprometeria a marca. E isso é imperdoável em um mercado de commodities e alta concorrência, que é onde grande parte de nossas empresas estão hoje.

A falta de treinamentos adequados que preparem as pessoas para um atendimento excelente, fecha milhares de empresas todos os dias.

Não raro vemos lojas espetaculares, com móveis e decoração aconchegantes, mas atendimentos sofríveis e, o que é pior, quase nunca os investidores, donos do negócio, enxergam ONDE estão perdendo dinheiro ou conhecem as várias razões pelas quais os clientes não estão comprando seus produtos ou serviços, ainda que sejam muito bons.

Pessoas atendem pessoas. Se não investimos em treinamentos de forma recorrente, buscando não menos que a excelência, teremos pessoas mal treinadas deixando imagens ruins em seus clientes, que atribuirão este padrão inferior a marca.

Ciclo vicioso que invariavelmente é punido, de forma definitiva pelo cliente, que optará por outra empresa para atender-lhe.

Pense nisso!


Abraços e até o próximo bate-papo.

Ps.: eu almocei no Giraffas do Flamboyant. ;-)

Paulo de Tarso F Castro



Nota: este artigo poderá ser publicado em jornais, revistas e outros veículos, sem autorização específica do autor, desde que mantido integralmente, com a respectiva citação da fonte.

sexta-feira, 13 de maio de 2016

TOQUE O SINO!

Vibrar é gerar a própria energia, sentindo-se capaz, mesmo quando o cenário esteja ruim ou indicando um futuro nada animador. É nesta hora que podemos separar os que vendem, dos que apenas “tiram pedidos”.

Há alguns anos, quando fui convidado para o Programa de Formação de Trainers da Dale Carnegie, um dos grandes players de treinamentos e desenvolvimento humano do mundo, deparei-me com um desafio que serviu para um reposicionamento quanto ao meu estilo de liderança e, claro, para aprender um pouco mais sobre o comportamento humano, especialmente o meu.

No início do Dale Carnegie Course, era pedido que listássemos um desafio comportamental, destes que impactam no que somos e nos resultados que pretendemos ter, e colocássemos este como META, obedecendo ao acróstico SMART, ou seja, que fosse: eSpecífico; Mensurável; Atingível; Relevante e Temporal.

Neste contexto, estabeleci que precisava aprender a “comemorar minhas conquistas”. Mais do que isso, sendo específico, como se pede no acróstico em sua letra “s”, precisava VIBRAR com estas realizações.

Esta necessidade se devia ao fato de que por meu perfil comportamental, não me fazia de rogado em vibrar com todas as forças do meu ser por qualquer pessoa em suas conquistas, tendo grandes reservas porém quando esta vibração era com minhas próprias realizações.

O futebol com os amigos sempre foi um exemplo: como perna-de-pau que sou, zagueiro por excelência, muito raramente faço gols, embora satisfaça-me muito não deixar que o time adversário chegue a este objetivo.

Raro, porém não impossível, uma ou outra vez consigo fazer um “golzinho”. Claro que mantenho o padrão de não comemorar, mesmo quando este é fruto de uma bela jogada ou por si só um belo gol, ainda que fazer este belo gol seja algo tão comum quanto encontrar um político honesto, é bom o reforço.

Recentemente, pela terceira vez no período de um ano, fiz uma excelente venda, respondendo por bater minhas metas e também contribuindo com a meta global da empresa onde estava, uma franquia de uma grande corporação de software.

Ao concluir a venda, já ao fim do dia do último dia útil do mês (nada mais “vendedor” do que isso), fui correndo para a empresa com o objetivo único de TOCAR O SINO que lá existe, chegando já muito além das 18 horas, quando praticamente não havia mais ninguém naquela imensidão de sala. Ainda assim, toquei o sino com todas as forças do meu ser, fazendo-me acompanhar por alguns gritos e urros, só compreensível por quem, ao vender, consegue enxergar-se não como um vendedor batendo sua meta, mas como um campeão, no melhor estilo Ayrton Senna, ao cruzar a linha de chegada com uma única marcha em sua McLaren, vencendo o Grande Prêmio Brasil de Fórmula 1, em 1991, ou seja, realizando um feito ÚNICO na sua vida e na vida dos que o cercam.

Fiz isso porque das outras vezes em que bati minhas metas, em apenas uma delas eu toquei o tal sino, todo sem jeito por achar que aquela comemoração era quase que uma afronta aos colegas, quando na verdade ela poderia ser a responsável por motivá-los e para relembrá-los da capacidade e grande possibilidade de serem eles os responsáveis por TOCAR O SINO também.

Este foi também o resultado do que havia sido meu compromisso lá no treinamento, quando trabalhei em mim meus medos, meus fantasmas, compreendendo que sempre haveria motivos para vibrar.

E quando vibrei, percebi que realmente é preciso vencer os próprios preconceitos e as travas mentais para comemorar, primeiro consigo mesmo, depois com os colegas, comemorando cada momento destas conquistas que não são somente suas,  já que somos produto do meio e nossos esforços, quando resultam em sucesso, carregam neles uma contribuição de todos que nos cercam.

Estou falando de vendas, mas a necessidade de comemorar e vibrar com os seus, sejam eles colegas de trabalho ou membros da família, vai muito além disso.

Vibrar é gerar a própria energia, sentindo-se capaz, mesmo quando o cenário esteja ruim ou indicando um futuro nada animador. É nesta hora que podemos separar os que vendem, dos que apenas “tiram pedidos”. Dos que batem metas, dos que dão desculpas, conforme artigo que escrevi a este respeito, há um bom tempo.

É hora de separar os que são parte das soluções, quaisquer que sejam elas, dos que contentam-se apenas em apresentar os problemas, sentar à beira do caminho e lamentar.

Por isso, na próxima vez que conseguir algo, uma conquista particular ou coletiva, independente do tamanho da mesma, não se faça de rogado, COMEMORE, TOQUE O SINO e permita-se o prazer de perceber-se capaz, realizador e realizado.

Aproveitando, qual a sua META que pode ser escrita em SMART? Quando você irá tocar o sino?


Pense nisso!